segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

parque Ibirapuera

Dia feliz no Parque Ibirapuera!






O Lucca chegou azedo, reclamando de cansaço, sede, ou de qualquer outra razão que encontrasse rsrsrs... Dali a pouco, se soltou e brincou até não poder mais!









Eu amo parques...






Como foi gostoso passar a manhã de sábado com os meus 4 amores eternos!

E o feriado está só começando...


Obs: Priscila Isabel Rebicki Prestes, lembra-se que já tirou fotos nossa, nesse parque? como essa aqui ?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O que me importa?

Tenho tido várias experiências como mãe ultimamente. Daquelas que vou querer me lembrar no futuro, e que vão me dar aquela dorzinha de saudade.

Esses tempos atrás, o Lucca ficou muito nervoso por razão de alguma coisa que eu não lembro mais. Então, ele foi para o quarto se acalmar. E daqui a pouco voltou para falar comigo e disse: Mãe, rasguei os livros!! Porque eu tava muito bravo!!

Não pensei em mais nada! Fiquei em choque, entrei no quarto e vi que ele tinha rasgado os livros de historias infantis, que eu vinha adquirido aos poucos para eles. Eu amo esses livrinhos! Eu sei que amo mais que eles, os donos e a razão desses livrinhos estarem lá. Mas... Me doeu tanto!

E fiquei tão brava, que assustei o Lucca. Ele ficou igual a um cachorrinho amedrontado. Depois, é lógico que eu me arrependi horrores. Me recompus e percebi que ele por sorte, ele só rasgou os livrinhos mais estragadinhos e os que não eram os preferidos. Então, o estrago nem foi tão grande, em termos de livros. Mas poderia ter sido, em termos de ensinamentos que uma mãe está deixando através de palavras e exemplos para seu filho.

O perigo que eu estava correndo de ensinar valores errados ao meu filho, eram muitos:

1. Que ele achasse lá no fundo, que os livros eram mais importante para mãe, do que os sentimentos de frustração que ele estava sentindo naquele momento. É lógico que ele não estava feliz por ter rasgado os livrinhos.

2. Que ele achasse que a mamãe gosta mais dos livros do que dele.

3. Que ele achasse que é com muita raiva e explosão que devemos reagir aos erros alheios.

4. Que ele ficasse assustado com a mãe. E se lembrasse disso, com pesar.

Por um breve momento, logo após minha raiva ter "baixado" eu me dei conta do que estava fazendo na frente dele. E mudei inesperadamente minha atitude. Pedi um abraço. E nós dois choramos abraçados. Cada um por sua razão. A minha, não era mais os livros. Eu queria que os livros fossem para o "raio que os parta" eu tava chorando por ter assustado meu loirinho com a minha fúria tão inconsistente!

Pedi desculpas! E ele me pediu também. Disse que nunca mais ia rasgar um livro. E eu disse que nunca mais ia ficar tão brava. ( pra não dizer descontrolada) e ele disse: sim mãe, é melhor a gente só conversar não é?

E pra terminar eu repito essa frase que o Lucca me ensinou: É melhor a gente conversar. Sempre!

Nunca valerá a pena, se deixar dominar por sentimentos de raiva, ainda mais quando se é mãe! Pois, para uma mãe, amar um filho é mais importante que tudo! E eu diria que ensinar o filho que você o ama, é mais eficaz do que ensina-lo que rasgar livros é errado.



E não é que ainda sobrou muitos? (humpf! Tô nem aí para esses livrinhos rsrsrsrsr )

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

o bom é agora!



















O melhor da vida é agora:

Esse ano eu aprendi muitas coisas... Entre elas, a que mais tem feito diferença para mim, é o amor... 

Nossa! O amor? que manjado! rs...rs...

Mas se você pensar que o amor não se irrita facilmente, que o amor é paciente, bondoso, cuidadoso, compreensivo e desprovido de orgulho... Colocando em termos práticos, todos esses valores, não fica manjado não!

Transportando para a maternidade, muda a maneira com que enxergamos nossos filhos e as situações que vivemos.

Esse ano, eu sinto que mudei como mãe...  Que amadureci um tiquinho.  E talvez só eu saiba disso, mas eu sei... Estou feliz por ainda saber que tenho muito a melhorar, mas que se eu buscar, eu vou conseguir...

Ser mãe é uma arte. Uma ARTE DIVINAL...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Um pouco que aprendi sobre Orff


Esse curso que eu fiz em Sanit Louis - MO, EUA,  tem como linha norteadora a filosofia do Educador Musical Alemão Carl Orff. Ele não criou um método mas sim, uma maneira de se pensar o ensino da música, ou seja, uma filosofia... Resolvi compartilhar aqui, porque essa maneira se estende ao ensino musical no lar, e pode ajudar a quem quiser, aplicar esse pensamento como uma base musical que você pode oferecer aos seus filhos. ( Mesmo que você não "saiba" música.)

processo orff

1- imitação 
a criança aprende por imitação, dessa maneira ativa vários comandos que dão conta da frase musical por memória, a criança imita o que você esta fazendo (dentro do que ela pode fazer) Nesta fase, não diga nada à ela, não fale o que você quer ensinar, só deixe ela te imitar.

2- exploração
explore a música, faça várias vezes, até que isso se torne divertido.

3-nomeie
agora que você cantou ( ou tocou um instrumento, ou fez um ritmo com o corpo, etc ) e que você sentiu que a criança vivenciou essa experiência musical, é que você pode dar nome à isso, nesse momento, você diz a ela que o que vocês fizeram foi X. (depende também da idade dela a quantidade de informação que você passa) Saiba que o mais importante é a vivência que ela teve. Mas é nesse momento que as coisas ganham um nome.

4-improvisação
chegou o momento de criar, dê chance à ela de fazer a sua versão! Dê a chance de improvisar, depois que ela já tem a base dominada! E invente melodias! invente palavras! invente ritmos, deixe-a livre e a ensine que isso é natural e ricamente um processo artístico!


Um resumão desse lindo processo. Existem muitos aspectos entre cada uma desses passos.

Uma coisa que eu mudei na minha prática como professora de música é que eu jamais chegarei numa classe falando. Ensinando verbalmente um conceito.

Eu sempre chegarei cantando, dançando, tocando. FAZENDO MÚSICA. Isso é mais importante do que a criança saber racionalmente qualquer conceito musical.  Ela precisa primeiramente vivenciar, e depois disso entender racionalmente será muito mais fácil e significativo!!

 minha turminha e eu, explorando um Djembê, instrumento de percussão de origem africana.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Vico e sua aventura no hospital!


Eis que os três pavanelinhos foram iniciados no antibiótio. Estavam com febre alta, e foram dar uma checada no Pronto-Socorro. E como já era esperado por mim: antibiótico nos três. Diagnosticou-se uma  faringite (Se você não quiser dar antibiótico desnecessariamente ao seu filho, não vá a um pronto-socorro infantil)

E os dias foram se passando... E o kiko e eu tivemos que nos desdobrando para dar remédio para os três. Ou melhor dizendo, três remédios, três crianças, três vezes ao dia

E nada de algum deles melhorar, até que de repente, o Vico começa a se queixar de dor nas pernas. E eu fiquei tentando imaginar, porque dor nas pernas, ele não está com faringite?

Levamos três dias a mais, com esse menino febril, cada dia mais abatido e todo dolorido, para finalmente levá-lo novamente ao pronto-socorro, pois definitivamente alguma coisa estava errada com ele. (Nessa altura do campeonato, o Lucca felizmente estava melhor)

E assim, o Vico chegou ao hospital, febril e sem conseguir por os pés no chão, de tanta dor muscular nas duas pernas.

Ele estava com Miosite. Uma inflamação muscular viral (Por isso o antibiótico não fez efeito) Precisou ficar internado, para ter soro diretamente na veia, já que a inflamação libera uma proteína que pode sobrecarregar os rins.

Ele foi valente, a cada exame de sangue, e com o acesso da veia que saiu e escorreu um monte de sangue, e ele ficou super impressionado, hehe. Mas no fim, foi muito gostoso ficar tão pertinho dele, e posso dizer que ele aproveitou muito bem os mimos do "hotel-médico"








essa foto, foi a minha preferida... ele realmente gosta de desenhar... Pois a única coisa que o fez dobrar o bracinho, já que estava com um acesso, foi querer desenhar.

Amo muito você Vico!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

pequenos legados...

Sábado, estávamos numa rua de São Paulo, andando à pé com as crianças. Passei por uma banca e com o "rabo do olho" eu li: Cinema Paradiso.

Título de um filme, que eu vi há muito tempo atrás. Tem uma linda história de um menino que aprendeu desde muito pequeno, o ofício de projecionista de cinema, através do único cinema na cidade. Nos anos que antecederam a televisão, o menino ficava espionando o trabalho do velho e irritadiço, mas de enorme coração, projecionista do cinema, até que aprendeu como ele trabalhava. Num grave acidente, Alfredo fica cego. E Salvatore, o menino, assume o cargo no Cinema Paradiso, na cidade da Sicília, Itália. Ele mais tarde, se torna um grande diretor de cinema e volta à cidade, quando Alfredo falece, ficando envolto por lembranças...  Enfim, uma linda historia que ganhou vários prêmios, inclusive o de melhor filme estrangeiro.

Mas , o que me trouxe à esse filme, na verdade, foi a trilha sonora! Com a versão de Josh Groban, kiko e eu ficamos Aficcionados!

Quando o Vincenzo tinha 1 ano e meio. Pegou essa fase, em que os pais ouviam dia e noite essa musica, que é extremamente emotiva. tendo uma melodia que enche o coração de sentimentos de amor, tristeza e um misto de saudade não se sabe do quê.

 O Vico, muito pequenininho, certo dia, me pegou ouvindo essa música. Ficou parado me olhando na porta. Como ele era danadinho, eu fiquei intrigada de vê-lo parado! hehe, com carinha de quem tá pensando. De repente ele pede pra ir pro meu colo e começa a chorar!

Voltando ao nosso passeio de sábado. Eu paro na banca e vejo que ela tem o DVD do filme, com um livrinho que contêm toda a história, fotos, e curiosidades. Tive que levar!

 Não aguentei e contei no carro mesmo a história toda! Chegamos em casa e assistimos o filme. Eu devia ter visto primeiro, pois não é um filme de criança. Apesar da minha criança, te-lo entendido perfeitamente mesmo, com toda a linguagem de uma filme artístico e em língua italiana.

Eu achei interessante nisso tudo, duas coisas.

  •  Ter relembrado desse momento, em que um bebezão consegue sentir toda a emoção que uma música pode transmitir. 
  • Ter contado de cabeça, a história de um filme que eu gostei muito e que tinha significado para mim, à um filho meu. Creio que ele vai sempre lembrar dessa historia. Quem sabe até se tornar um amante de filmes italianos. Assim como a mãe.


Amo deixar pequenos legados aos meus filhos. Criar identidade, vínculo, afinidade, boas lembranças e tradições...






quarta-feira, 3 de outubro de 2012

atualizando os pavanelinhos.

Já consegui me organizar por aqui no quesito voltar o *horário das atividades.

*hora de desligar a televisão, ir para uma mesa onde todos possam sentar, e brincar, jogar, desenhar, montar, desmontar, recortar, colar, inventar....

A Rebecca agora não consegue nos imedir! Rá!!!

Eu a coloco numa cadeirinha, a qual ela não se sente presa (no cadeirão, ela não aceitava mais, e solta numa cadeira normal, não dava certo...) E fico tentando mante-la lá. Até que ela se enche e começa a puxar a toalha e tudo que está nela!

 Ele pega uma letra do pratinho e desenha na farinha!

 Forra de massinha uma forma! (e me pede pra assar! rs...)

 Um pouco de livrinhos de atividades do Kumon.

 A Becca brinca de massinha (por pouco tempo)

 Vico desenha homem Aranha. Como todos os dias...

Aí o pai chega inesperadamente com batata frita.

 Vamos fazer pulseira de madeirinha?

 E eu sem saber como entreter a Rebecca que já se encheu de ficar sentadinha, dou feijões para ela colocar na fôrma, pena que ela resolveu comer os feijões! (mas ganhei uns 3 min!)

 Aí o Vico não curte muito fazer pulseira, e começa a fazer a Coraline. (viram esse filme?)

 O Lucca termina!
 E vai para os botões, separando por cores.


E o Vico monta o alfabeto, que escrevi em cubinhos de papelão.

                                              E cola na geladeira. E o Lucca faz pose!


Como vocês podem ver, eu não sou muito criativa nas atividades... Mas meu intuito, é criar uma rotina, onde ele possam ter tempo e prazer, em fazer coisas com as mãos (motricidade, concentração, cooperação) ter momentos de conversa e momento de silêncio. Onde todos estão produzindo alguma coisa. Mesmo que seja recortar uma bola desenhada no papel. Para que no futuro, tenham uma rotina pra estudar, por exemplo, sem tanta dificuldade. 

Mas minha aposta é ainda maior, no momento de fazermos algo juntos. Na lembrança que eles terão, de sentar-se com a mãe e os irmãos em volta, para fazer algo "especial" ...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

mudamos!

Mudamos de apartamento. Agora vou à pé para a escola.

Estamos nos adaptando muito rápido à tudo.

Eu estou numa fase em que tenho trabalhado minha mente ao insistir no pensamento de que nem sempre dá pra fazer o planejado, e que as vezes é o mais sábio fazer uma pausa.

Digamos que nossa princesinha Rebecca tem "causado" muito por aqui.

Não podemos mais fazer nossos trabalhinhos manuais como fazíamos no tempo em que a Becca ficava no cadeirão entretida com alguma coisa. Agora, ela quer participar ativamente de tudo o que os meninos fazem. Mas ela não consegue ainda. Ela só "destrói" tudo o que eles estão fazendo.  Se eles estão desenhando, ela começa a puxar o papel deles, se eles estão montando blocos, ela tenta derrubar a torre. Uma ressalva: ela não faz isso por pirraça, ela simplesmente acredita que está brincando com eles, pra ela desconstruir é brincar!

Eles ficam frustrados e falam: Mãe! Tira a Becca. Eu saio com ela, eles ficam sozinhos, e logo acabam de desorientando na atividade, sem minha supervisão. Resultado final: Não dá certo!

Tenho me contentado em fazer mais atividades externas com eles, todo dia, chego da escola e eles já estaão de sunguinha me esperando pra irmos pra piscina, Desço com os três, faço malabarismo na piscina, pra cuidar dos três ao mesmo tempo.

Atividades manuais, não tenho feito mais... Pelo menos até a Becca crescer um pouco mais. Tenho feito atividades só com ela. Ontem sentei-me no chão do quartinho dela depois que os dois meninos dormiram e ficamos montando blocos por muito tempo... Depois guardamos tudo, cada pecinha. À qual ela construiu e desconstruiu várias vezes!

No início da dessa semana, pra não deixar em branco a fase tão especial de mundo alfabetizador em que o Vico está entrando (já que não tenho conseguido ter aquele momento de atividades que tínhamos) eu criei um caderninho. Chamamos de "Caderno de Palavras". Todo dia antes dele dormir, escreve uma palavrinha no caderno. Ontem quando ele foi escrever, eu comecei a ajudá-lo quando percebi que ele ia pular uma vogal, e ele me disse: Mãe, minha professora disse que eu preciso escrever sozinho! (Ele está certíssimo, pois está sendo alfabetizado pelo método construtivista e a primeira etapa, é aquela em que ele cria suas próprias hipóteses sobre a escrita)

O Lucca, está se desenvolvendo muito bem... Eu sempre fico muito atenta à ele, pois é o filho do meio... E sempre escutamos por aí, um rótulo que o filho do meio é o abandonado. Eu faço de tudo para não sustentar esse rótulo por aqui.

Com o Lucca, meu trabalho tem sido no sentido de ajudá-lo a controlar seus gritinhos, quando é contrariado. Ele tem melhorado muito. Depois que eu também comecei a me controlar mais.

Se quero que ele aprenda aos poucos a controlar seus impulsos, como posso me descontrolar na frente dele? Confesso que a única coisa que me tira do sério é choro e grito. E sei, que o Lucca não faz por birra, é apenas a maneira dele se expressar quando nervoso, então eu seguro a minha onda, e espero ele se acalmar... Quando ele vê que estou calma e firme, reage em reflexo disso. Meu objetivo é mostrar à ele que há outras maneiras de dizer estou muito nervoso!
Digamos que estamos em processo!

Mas ele sem dúvida, é uma criança muito afetiva e carinhosa. E eu agradeço todos os dias por ter esse loirinho em nossa casa. Ele é o companheirinho e esteio do irmão e vice-versa.

Eu tenho tentado ser uma mãe que escuta.

Escuta ao invés de brigar, escuta ao invéz de falar algo que não responde, escuta, pra dar tempo de pensar. Escuta pra ouvir a versão da história, escuta para que eles sintam que podem confiar. Escuta pra ouvir!!

Você já conversou com alguém que não te ouve?

Já pensou um filho, não sentir que sua mãe o ouve?

Só de imaginar isso, já me corta o coração.

Estou feliz demais por ter conseguido escrever um pouco hoje. Estava me fazendo muita falta!






beijo beijo e obrigada por ter lido isso.